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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Jacatirão

Nome Científico: Tibouchina trichopoda (DC.) Baill. [realia] 
Notas: Com frutos escuros, em restinga.
Identificação taxonômica: Melastomataceae


        O jacatirão (Tibouchina trichopoda) é uma árvore pioneira brasileira da Mata Atlântica, que ocorre em restingas e na floresta ombrófila densa do litoral.
        Como as demais Tibouchinas, a dispersão das sementes é anemocórica. Seu crescimento rápido e dura 20 anos, em média. É uma planta extremamente rústica. Necessita de sol pleno, média a baixa umidade do solo e, claro, como qualquer outra planta, precisa de adubação e manutenção depois do plantio. De resto, é uma árvore que se adapta facilmente ao ambiente tropical.
        Além da espécie nativa, também existe o tipo hibrido, que é cultivado em jardins e fica, em média, com dois metros de altura. Este tipo de jacatirão é o indicado pelo paisagista Beto Amaral para substituir o pinheiro na decoração da casa no Natal. O paisagista lembra que o jacatirão não é recomendado para o plantio em calçadas pela fragilidade e porque pode quebrar os galhos com ventos fortes. “Ele é ideal para a recomposição de áreas degradadas e pode chegar a dez ou 12 metros de altura”, observa o paisagista.

(Fonte: Jornal A Notícia / UNESC)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ipê-Amarelo

Nome cientifico:Tabebuia chrysotricha (Mart. Ex A.DC.)Standl.
Família: Bignoniaceae.
Utilização: madeira utilizada na construção civil, cercas, molduras, postes, tábuas, rodapés, etc. espécie muito utilizada pelo paisagismo urbano.
Coleta de sementes: diretamente da árvore quando começar a abertura espontânea dos frutos.
Época de coleta de sementes: outubro a novembro.
Fruto: legume deiscente.
Flor: amarela.
Crescimento da muda: médio.
Germinação: rápida.
Plantio: mata ciliar, área aberta.
Observação: semear logo após a coleta, pois perde rapidamente poder de germinação. A cobertura das sementes nas sementeiras deve ser uma fina camada com substrato leve. 

 
O ipê-amarelo é encontrado em todas as regiões do Brasil e sempre chamou a atenção de naturalistas, poetas, escritores e até de políticos. Em 1961, o então presidente Jânio Quadros declarou o ipê-amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, a Flor Nacional. Desde então o ipê-amarelo é a flor símbolo de nosso país.

Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho.

Conhecidos por sua beleza e pela resistência e durabilidade de sua madeira, os ipês foram muito usados na construção de telhados de igrejas dos séculos XVII e XVIII. Se não fosse pelos ipês, muitas dessas construções teriam se perdido com o tempo. Até hoje a madeira do ipê é muito valorizada, sendo bastante utilizada na construção civil e naval. 

(Fonte: Apremavi)